segunda-feira, 25 de abril de 2016

Cotó e o peru de Natal



       Nossa cadela Cotó seguia crescendo em tamanho e sem-vergonhice, nós percebíamos o quanto ela era brincalhona, sociável e inteligente. Criando alguns hábitos interessantes, como abrir a porta da cozinha quando estávamos distraídos.
      Quando ela percebia que nós saíamos de perto, ela ficava em pé em frente à porta e batia no trinco com sua pata, até que a porta se abria e ela entrava para roubar comida. Coisa que ela fez várias vezes. E quando nós a pegávamos no pulo, ela nos olhava com cara de assustada e saía disfarçando, como se nada estivesse acontecendo.
     Uma vez, ela entrou na cozinha, pegou alguns peixes fritos e foi comer sobre nossa cama, dessa vez ela só levou um xingo. Numa outra ocasião, roubou uma bola de carne moída congelada que estava sobre a pia, dessa vez eu bati nela com uma vara que encontrei no chão e ela ficou uma semana sem olhar para mim, sentindo-se no direito de ficar magoada, sendo que estava errada.
      Mas o episódio mais marcante foi numa véspera de Natal, quando a danada roubou um peru congelado inteiro. Na hora que percebemos, ela já estava mordendo o peru, arrebentando a rede e o plástico que o envolviam e chegando à carne.
      Felizmente, conseguimos resgatar o peru quase inteiro graças ao revestimento plástico. Tivemos apenas que cortar parte do pescoço e do “ombro” dele. Mas a cena ridícula foi na hora da ceia, quando foi retirado aquele peru “deficiente” do forno e servido para a família, sendo que a primeira a ter saboreado um pedaço à tarde tinha sido a Cotó.

       Foi um Natal inesquecível!


Um comentário: