quarta-feira, 22 de junho de 2016

Dodo e o rato

Como já mencionado nos capítulos anteriores, Dodo não era um cachorro muito inteligente, desde pequeno já mostrava indícios de sua lentidão de raciocínio, porém tinha uma voracidade para comer que ganhava de todos os outros cachorros.
Em certa ocasião, minha sogra havia colocado veneno para ratos na sua lavanderia, pois ela tinha percebido a presença de um ou mais desses animais naquele local.
Após alguns dias, apareceu uma ratazana enorme cambaleante no quintal e Dodo, antes que pudéssemos fazer alguma coisa, em apenas duas bocadas engoliu a criatura que tinha, ao menos, metade do seu tamanho e que, provavelmente, estava envenenada.
Foi um desespero, um filhote de rottweiler que tinha apenas dois meses com uma ratazana enorme na barriga. O que faríamos agora? Decidimos tentar fazê-lo vomitar, mas o bicho era muito grande. Então, levamos o pequeno ao veterinário para ver o que poderíamos fazer.
No consultório foi um drama, apertavam o estômago do coitado, davam soluções para fazê-lo expulsar o bicho, e nada. Após algumas horas de sofrimento, o defunto foi expelido e Dodo ficou aliviado.

Logicamente, a visita ao veterinário e a mão de obra que o bichinho deu não saíram barato. Aos poucos, fomos conhecendo a encrenca que adotamos.