Nós percebíamos o quanto Cotó amava minha filha Tamires, a acompanhava,
cuidava dela e morria de ciúmes quanto algum estranho se aproximava dela.
Houve uma ocasião em que a menina
foi passar o final de semana na casa de sua avó e, na época, nós não tínhamos
tanta ideia do quanto os cães podem ter emoções humanas.
Sem a nossa permissão, Cotó entrou
em casa, passou por todos os cômodos e eu não havia entendido o porquê, pois
entrar em casa era algo que não era permitido por mim e ela respeitava essa
regra na minha presença.
Após chamá-la várias vezes e ela não
me obedecer, percebi seu intuito, quando ela cheirou um sapatinho da minha
filha e chorou. A pobre cadela estava à procura da criança, achando que ela
tinha ido embora!
Quando Tamires voltou, foi uma
alegria só. A cadela pulava e festejava a chegada de sua “cria”.
