quinta-feira, 26 de abril de 2018

O amor maternal de Cotó


Nós percebíamos o quanto Cotó amava minha filha Tamires, a acompanhava, cuidava dela e morria de ciúmes quanto algum estranho se aproximava dela.
            Houve uma ocasião em que a menina foi passar o final de semana na casa de sua avó e, na época, nós não tínhamos tanta ideia do quanto os cães podem ter emoções humanas.
            Sem a nossa permissão, Cotó entrou em casa, passou por todos os cômodos e eu não havia entendido o porquê, pois entrar em casa era algo que não era permitido por mim e ela respeitava essa regra na minha presença.
            Após chamá-la várias vezes e ela não me obedecer, percebi seu intuito, quando ela cheirou um sapatinho da minha filha e chorou. A pobre cadela estava à procura da criança, achando que ela tinha ido embora!
            Quando Tamires voltou, foi uma alegria só. A cadela pulava e festejava a chegada de sua “cria”.