domingo, 21 de fevereiro de 2016

Cotó ganha um companheirinho, o Zeus

     Estávamos empolgados e muito felizes com nova cachorrinha em casa, quando meu sogro nos contou sobre o nascimento de uma ninhada de lhasas apso em sua casa. Decidimos visitar a nova família.
     Ao chegarmos lá, nos deparamos com o máximo da fofura: quatro bolinhas de pelo de cor branca e marrom andando e brigando entre si. Porém, o mais briguento nos chamou a atenção, com sua carinha ranzinza e seu resmungar que parecia o de um leãozinho.
     Acabamos adotando o cãozinho rabugento, dando-lhe um nome poderoso e imponente: Zeus.
    Chegando em casa, Cotó o olhou com estranheza e começou a cheirá-lo, Zeus, por sua vez apenas resmungava, andando de um lado para outro.
   Cotó investia seu charme na frente do lhasa apso, fazendo posição de brincar, aquela em que, geralmente os filhotes, abaixam-se sobre as patas dianteiras e deixam as traseiras em pé, abanando o rabinho ao mesmo tempo, mas ele continuava resmungando, andando de um lado ao outro.
     No final do dia, os dois acabaram dormindo juntos, sem choro do Zeus.

   Na época em que adotamos nossos cachorrinhos, em 2003, não era comum os celulares terem câmeras e esta foto do Zeus junto com minha filhinha foi tirada com uma câmera de filme.

De Athena a Cotó

      A primeira noite com a boxer filhote não foi muito fácil.
     Como nós ainda não havíamos comprado uma casinha de cachorro, improvisamos um cercadinho com um cobertor dobrado, ração e água. Mas, assustada com o novo lugar, a cadelinha chorava todas as vezes que apagávamos a luz.
  Os dias foram passando, nós fomos nos adaptando à nova habitante da casa e ela foi se acostumando, arranjamos uma casinha, compramos uns mimos e nos divertíamos com sua energia inesgotável, sem falar que foi uma ótima escolha para fazer companhia à minha filha.
     Às vezes, sua energia era tanta, que me atrapalhava em algumas tarefas...
     Eu costumava varrer o quintal todos os dias e a pequena Athena perseguia a vassoura, mordendo-a e puxando-a, era uma divertida guerra de manhã. Confesso que isso me irritava. Porém, quando ela me olhava com aqueles olhões amendoados e virava sua cabecinha lateralmente, eu não resistia, fazia-lhe carinho e ela se jogava no chão, virando sua barriguinha pra mim.
     Começamos a conhecer melhor essa raça e vimos que ela é muito brincalhona, inclusive com estranhos. Sua energia se revelava principalmente pela velocidade com que abanava seu rabinho cortado, que parecia movido a eletricidade de tão rápido que era. Isso nos chamou a atenção e falávamos: "Olha o cotozinho dela... Olha o cotó." E seu apelido-nome tornou-se Cotó.
     Acredito que isso aconteça com vários cachorros, pois aconteceu praticamente com todos os que adotamos. Eles foram "batizados" com um nome e, com o tempo, chamados de outros, ou porque combinavam mais, ou porque o nome inicial era complicado demais para ser chamado rapidamente.

                                                               fonte: Google Images

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Cotó, a primeira da matilha

     Em 2003, éramos três, numa pequena família tradicional, composta por pai, mãe e filha e nós, como pais, sentíamos a necessidade de uma companhia para nossa filhinha Tamires, de seis anos.
     Fomos a uma feira de cães, na cidade de Sorocaba. Passeamos pelo salão, olhando para os cães de diversas raças e tamanhos: poodles, pitbulls, rottweilers, chihuahuas, pinschers, entre outros. Porém, uma criaturinha nos chamou a atenção... Uma pequena boxer de cor caramelo, com um olhar cabisbaixo e triste, em suas orelhas havia duas marquinhas sem pelo.
     Continuamos andando pelo salão, aguardando o sorteio de um filhote de basset, no entanto, a pequena boxer não saía de nossas cabeças e já tinha cativado minha filha.
     Após o sorteio, no qual não fomos contemplados, voltamos à gaiola onde estava a pequena boxer e, para nossa felicidade, ninguém a havia comprado. Pedimos para vê-la e, como a feira estava acabando, a vendedora nos perguntou rispidamente se iríamos levá-la. Respondemos que sim.
     Pegamos a cadelinha no colo e sentimos sua pelagem fina, macia e quentinha, vimos aqueles olhos amendoados e pidonhos, juntamente com sua boquinha murcha e cabecinha em formato de ovo, característicos da raça. Simplesmente irresistível. 
     Perguntamos o motivo daquelas marquinhas sem pelo nas orelhas dela e responderam-nos que haviam colado fitinhas adesivas e elas tinham se soltado, juntamente com os pelinhos.
     Voltando para casa, após uma viagem de uma hora, a qual a cadelinha resistiu bem, sem enjoos, houve uma recepção digna de bebê novo na família, pela minha sogra e minha cunhada.
     Perguntamos à minha filha qual seria o nome da cadelinha e ela respondeu Athena, inspirada na personagem do desenho Cavaleiros do Zodíaco, que fazia sucesso na época.