A
PODEROSA ISIS
Naquele momento de nossas vidas,
tínhamos dois cachorros: um lhasa apso e uma boxer. No entanto, começamos a nos
dar conta de que nenhum dos dois servia para proteger a casa, pois a boxer,
apesar do aspecto belicoso, tinha um temperamento brincalhão e sociável.
Enquanto o lhasa, mais parecia um brinquedo de pelúcia.
Meu marido fez uma pesquisa na
internet e descobriu que estavam doando filhotes de doberman em São Paulo, a
aproximadamente 70 km da nossa cidade.
Eu, particularmente, morria de medo
dessa raça por ter assistido um filme dos anos 80 chamado “A gangue dos
dobermans”, no qual cachorros eram treinados para praticar assaltos e eram
extremamente inteligentes e agressivos. Além de ter presenciado um episódio de
ataque de um doberman a um passarinho que eu tinha quando criança. Mas, pela
questão de precisar de um cão de guarda mais eficiente, fomos atrás do
cachorro.
Chegamos a São Paulo e encontramos o
endereço, que ficava no bairro do Morumbi.
A dona nos levou aos filhotes e, na
verdade eram oito mestiços de doberman com outra raça desconhecida. Dos oito,
três tinham características da raça: focinho comprido, dentes afiados e um
porte magro e elegante. Decidimos ficar com uma que parecia muito dócil e tinha
recebido o nome de Florzinha.
A viagem de 70 km para Florzinha foi
um martírio, pois ela ficava assustada com os trancos do carro e chorava.
Finalmente, depois de aproximadamente duas horas, chegamos a nossa casa,
descarregamos a Florzinha sob os olhares curiosos de Zeus e Cotó e decidimos
batizá-la de Isis (a “poderosa” Isis).
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