domingo, 21 de fevereiro de 2016

De Athena a Cotó

      A primeira noite com a boxer filhote não foi muito fácil.
     Como nós ainda não havíamos comprado uma casinha de cachorro, improvisamos um cercadinho com um cobertor dobrado, ração e água. Mas, assustada com o novo lugar, a cadelinha chorava todas as vezes que apagávamos a luz.
  Os dias foram passando, nós fomos nos adaptando à nova habitante da casa e ela foi se acostumando, arranjamos uma casinha, compramos uns mimos e nos divertíamos com sua energia inesgotável, sem falar que foi uma ótima escolha para fazer companhia à minha filha.
     Às vezes, sua energia era tanta, que me atrapalhava em algumas tarefas...
     Eu costumava varrer o quintal todos os dias e a pequena Athena perseguia a vassoura, mordendo-a e puxando-a, era uma divertida guerra de manhã. Confesso que isso me irritava. Porém, quando ela me olhava com aqueles olhões amendoados e virava sua cabecinha lateralmente, eu não resistia, fazia-lhe carinho e ela se jogava no chão, virando sua barriguinha pra mim.
     Começamos a conhecer melhor essa raça e vimos que ela é muito brincalhona, inclusive com estranhos. Sua energia se revelava principalmente pela velocidade com que abanava seu rabinho cortado, que parecia movido a eletricidade de tão rápido que era. Isso nos chamou a atenção e falávamos: "Olha o cotozinho dela... Olha o cotó." E seu apelido-nome tornou-se Cotó.
     Acredito que isso aconteça com vários cachorros, pois aconteceu praticamente com todos os que adotamos. Eles foram "batizados" com um nome e, com o tempo, chamados de outros, ou porque combinavam mais, ou porque o nome inicial era complicado demais para ser chamado rapidamente.

                                                               fonte: Google Images

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