sábado, 20 de fevereiro de 2016

Cotó, a primeira da matilha

     Em 2003, éramos três, numa pequena família tradicional, composta por pai, mãe e filha e nós, como pais, sentíamos a necessidade de uma companhia para nossa filhinha Tamires, de seis anos.
     Fomos a uma feira de cães, na cidade de Sorocaba. Passeamos pelo salão, olhando para os cães de diversas raças e tamanhos: poodles, pitbulls, rottweilers, chihuahuas, pinschers, entre outros. Porém, uma criaturinha nos chamou a atenção... Uma pequena boxer de cor caramelo, com um olhar cabisbaixo e triste, em suas orelhas havia duas marquinhas sem pelo.
     Continuamos andando pelo salão, aguardando o sorteio de um filhote de basset, no entanto, a pequena boxer não saía de nossas cabeças e já tinha cativado minha filha.
     Após o sorteio, no qual não fomos contemplados, voltamos à gaiola onde estava a pequena boxer e, para nossa felicidade, ninguém a havia comprado. Pedimos para vê-la e, como a feira estava acabando, a vendedora nos perguntou rispidamente se iríamos levá-la. Respondemos que sim.
     Pegamos a cadelinha no colo e sentimos sua pelagem fina, macia e quentinha, vimos aqueles olhos amendoados e pidonhos, juntamente com sua boquinha murcha e cabecinha em formato de ovo, característicos da raça. Simplesmente irresistível. 
     Perguntamos o motivo daquelas marquinhas sem pelo nas orelhas dela e responderam-nos que haviam colado fitinhas adesivas e elas tinham se soltado, juntamente com os pelinhos.
     Voltando para casa, após uma viagem de uma hora, a qual a cadelinha resistiu bem, sem enjoos, houve uma recepção digna de bebê novo na família, pela minha sogra e minha cunhada.
     Perguntamos à minha filha qual seria o nome da cadelinha e ela respondeu Athena, inspirada na personagem do desenho Cavaleiros do Zodíaco, que fazia sucesso na época.




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