Como
já mencionado nos capítulos anteriores, Dodo não era um cachorro muito inteligente, desde pequeno já mostrava indícios de sua lentidão de raciocínio,
porém tinha uma voracidade para comer que ganhava de todos os outros cachorros.
Em
certa ocasião, minha sogra havia colocado veneno para ratos na sua lavanderia,
pois ela tinha percebido a presença de um ou mais desses animais naquele local.
Após
alguns dias, apareceu uma ratazana enorme cambaleante no quintal e Dodo, antes
que pudéssemos fazer alguma coisa, em apenas duas bocadas engoliu a criatura
que tinha, ao menos, metade do seu tamanho e que, provavelmente, estava envenenada.
Foi
um desespero, um filhote de rottweiler que tinha apenas dois meses com uma
ratazana enorme na barriga. O que faríamos agora? Decidimos tentar fazê-lo
vomitar, mas o bicho era muito grande. Então, levamos o pequeno ao veterinário
para ver o que poderíamos fazer.
No
consultório foi um drama, apertavam o estômago do coitado, davam soluções para
fazê-lo expulsar o bicho, e nada. Após algumas horas de sofrimento, o defunto
foi expelido e Dodo ficou aliviado.
Logicamente,
a visita ao veterinário e a mão de obra que o bichinho deu não saíram barato. Aos
poucos, fomos conhecendo a encrenca que adotamos.

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